terça-feira, 29 de setembro de 2009

Confusões matinais :P


Hoje na rua uma mulher confundiu-me com alguém de nome Margarida (que até tinha estado comigo em Chaves com um grupo de amigos) e por mais que eu lhe dissesse que nem me chamava Margarida, que nunca estive em Chaves e muito menos a conhecia mais ela teimava.

Tenho cá impressão que ela saiu de casa sem óculos ou sem lentes de contacto.... e a míope sou eu!! :P

Foto: B Latta



domingo, 27 de setembro de 2009

Sinfonia


Meu coração, na incerta adolescência, outrora,
Delirava e sorria aos raios matutinos,
Num prelúdio incolor, como o alegro da aurora,
Em sistros e clarins, em pífanos e sinos.


Meu coração, depois, pela estrada sonora
Colhia a cada passo os amores e os hinos,
E ia de beijo a beijo, em lasciva demora,
Num voluptuoso adágio em harpas e violinos.


Hoje, meu coração, num scherzo de ânsias, arde
Em flautas e oboés, na inquietação da tarde,
E entre esperanças foge e entre saudades erra...


E, heróico, estalará num final, nos clamores
Dos arcos, dos metais, das cordas, dos tambores,
Para glorificar tudo que amou na terra!

Olavo Bilac - Sinfonia

Foto: Haleh Bryan

sábado, 26 de setembro de 2009

E por falar em votar!

Sempre achei curiosa esta dança das cadeiras no parlamento! Tanto corre-corre para se sentarem ou do lado esquerdo ou do lado direito. Porquê este ‘corridinho’? Qual o motivo de os partidos políticos de ideologia de esquerda ficarem sentadinhos nas cadeiritas do lado esquerdo e os partidos de direita sentadinhos nas cadeiritas lado direito do Parlamento? Qual a origem desta situação?

Muito resumido é mais ou menos assim: tem origem na Revolução Francesa. Isto tudo porque na Assembleia Nacional os lugares defensores da monarquia absoluta ficavam à direita (conservadores, os que queriam manter os privilégios e manter tudo na mesma) do presidente da Assembleia (o Rei) e os defensores da monarquia constitucional (os que defendiam reformas mais radicais e mudanças) à sua esquerda. Acho que poderíamos aprender muito com a Revolução Francesa; o porquê da Revolução... mas isso ficará para um dia destes.

Mas chega de explicações. Amanhã é dia de eleições para a Assembleia da República e por isso com o Cartão de Eleitor e o Bilhete de Identidade (para os mais modernaços... o Cartão Único) na mão votem de acordo com a vossa consciência, marquem a vossa presença no boletim de voto seja ela qual for e não queiram que decidam por si.




quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do you remember?

Ainda na onda da música dos anos 70’s e 80’s do fim de semana passado, aqui fica mais uma que ouvi um dia destes na rádio. Quem se lembra???? :P


Airport - The Motors

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Chegou a minha vez. :-P


Prontos... tardou mas chegou... estou constipada... não não é a “porca”... não tenho febre e outras coisas e tal... mas que é uma grande porcaria estar constipada lá isso é!! Livra... já estou cansada de tantos espirros e lenços de papel... ai a minha garganta... lá vou eu ter de ficar rouca... já não vou poder cantar o fado!! :-P

P.S.:
E o mais caricato é as pessoas no metro a olhar de esguelha para mim e afastarem-se...
... acho que vou colocar um cartaz a informar que não é a gripe A.
É pá!! Na volta até os ladrões se afastam.. rsrsrs

Adenda:
Fiquei aqui a pensar com os meus botões e lenços de papel...
... acho que se comesse aquela francesinha ficava curada de vez... rsrsrs

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Momentos


Mais um fim de semana passado em boa companhia com momentos de boa disposição; teatro (Monólogos da Vagina), dança (ao som de música dos anos 70’s, 80’s e 90’s), conversar, comer, conversar, comer... e claro sorrir... estava tudo incluindo no conbibio. :-)
E eu tive o momento mais picante da noite e quiçá do fim de semana... Ter comido uma
francesinha.... ora pois... ora se foi!!! :P :-D :-D
Mas o mais importante foi os momentos de conbibio onde mais uma vez juntou pessoas lindas e simpáticas.
Os meus agradecimentos às anfitriãs e restantes meninas pelo excelente conbibio que mais uma vez proporcionaram.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Have Fun

Finalmente fim de semana!!

E porque também é necessário e faz bem ao corpo e à alma “to have fun” aqui vou eu de fim de semana por terras (por aqui e acoli) nunca antes navegadas. :-D :-D ;-)

Um bom fim de semana.

Cyndi Lauper – Girls just want to have fun

"That's all they really want

Some fun

When the working day is done

Girls they want to have fun

Oh girls just want to have fun"

domingo, 13 de setembro de 2009

Life



Não deveríamos correr, mas sim caminhar na VIDA...
... para saborear cada momento.

Foto: Alexandre Quillet

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cartas à moda antiga.



Quem se lembra daquelas cartinhas que recebíamos por correio do nosso amor, dos familiares e das amizades? E quem se lembra de escrevê-las? Há quanto tempo não escreve uma com a sua letra? Sim, com a sua letra e não por computador?!?!

Hoje temos e-mails, messenger’s, google talk’s, sms’s e blogues e outros termos estrangeirados, siglados e abreviados... nos tempos que correm (sim, correm que hoje é tudo a correr porque não há tempo a perder) a comunicação ficou muito mais fácil, rápida e eficaz, que até podemos ver e ouvir a pessoa no momento em que escrevemos ou falamos; é bem verdade e nada contra, antes pelo contrário... mas digam-me... às vezes não gostariamos de receber uma carta à moda antiga com aquele papel escolhido ao pormenor, com a letra do nosso amor e sentir o aroma de um perfume... de preferência o aroma do perfume do nosso amor?

E porque não fazer isso de quando em vez? Escrever uma carta às pessoas de quem mais gostamos, seja ao nosso amor, familiar ou amizade?
À moda antiga... à mão com a nossa letrinha, num papel bonito escolhido por si e até perfumado. E claro está... também receber. ;-)

E dizer simplesmente...
EU GOSTO MUITO DE TI
ou
EU AMO-TE.

Foto: Desconheço o/a autor/a

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que entristeça.
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço e a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade é a canção.


E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor...
e a outra metade... também!!!

Metade de Oswaldo Montenegro



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

The Return to Innocence

Por vezes... sinto-me assim!
Chapinhar na água... saltar... correr… brincar... sentir-me novamente criança e dançar livremente como uma brisa nos campos verdejantes e à beira do mar, sem me preocupar o que possam pensar... “Don't care what people say, Just follow your own way”
E quem não gosta?

Return To Innocence - Enigma

Love
Devotion
Feeling
Emotion

Don´t be afraid to be weak
Don´t be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don´t hide
Just believe in destiny
Don´t care what people say
Just follow your own way

Don´t give up and use the chance
To return to innocence
That´s not the beginning of the end
That´s the return to yourself
The return to innocence

That's the return to innocence

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Perdão...


"Perdão não muda o passado, mas engrandece o futuro."

"Forgiveness does not change the past, but it does enlarge the future."

Paul Boese


... porque a mágoa envenena o coração!

Foto: Escultura de Bronze de Françoise Naudet – Le Pardon

domingo, 23 de agosto de 2009

De regresso...


... de férias!
E o regresso à rotina do dia-a-dia!

Estas férias não foram tão agradáveis como o desejado. O inesperado acidente de um familiar veio alterar tudo o que tinha planeado. A vida é mesmo assim. Mas o mais importante é que a sua recuperação está no bom caminho e estamos a fazer de tudo para minimizar o seu sofrimento.




Foto: Smile


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Divulgação

Tomei conhecimento desta associação através da amiga S-Kelly.
Também podemos encontrar esta informação aqui e aqui.
Como nunca é demais divulgar, aqui estou a dar o meu contributo para dar a conhecer esta iniciativa.


AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual


“BRING-OUT”


Quem somos:

Somos um grupo de pais que se propõe lutar por uma sociedade mais justa, opondo-nos a todas as formas de discriminação. Pela forma como nos toca enquanto pais, concentrar-nos-emos preferencialmente no combate às formas de discriminação relacionadas com a orientação sexual.


O que sabemos e sentimos:

Sentimos que muito falta fazer para que os homossexuais sejam aceites, possam assumir abertamente a sua identidade, exprimir os seus afectos, casar, ter igualdade de tratamento jurídico; em suma serem pessoas de pleno direito, serem cidadãos de plena cidadania. Sabemos que a aceitação da sua orientação pelos pais é um dos momentos mais marcantes, e fundamentais, na sua própria aceitação como pessoas. É um momento intenso para ambos. Na maioria das vezes sofrido, por ambos. Sabemos que muitos pais reagem de forma brutal a essa situação pelas expectativas que criaram em relação aos filhos, pelos preconceitos que circulam, e abundam, na sociedade, pela falta de informação resultante dos tabus que se têm perpetuado em torno da discussão aberta do tema. Sabemos que para os pais é difícil falar d@ seu filh@ homossexual; falar das suas relações amorosas, dos seus projectos de vida. Sabemos como são forçados a usar diferentes “histórias” para os seus diferentes filhos e quão dura lhes é essa discriminação. Fazem-no pelas reacções que essa abertura provoca nos outros; fazem-no pelo respeito que os filhos merecem, deixando-os decidir quando e a quem o fazer, dando por vezes um empurrãozinho, na abertura da porta desse tal “armário”. Toda esta situação exige dos pais uma atenção especial, difícil, paciente, cuidadosa. Também sabemos que os pais estão muito sózinhos, nem sempre sabem como agir da melhor forma. Andam eles próprios a aprender a ser pais, a como sair do seu “armário” de pais reprimindo o desejo de escancarar a porta toda, e celebrar todo o amor que sentem por esses filhos.


O que queremos:

Queremos ser um grupo de pais que se oiçam, esclareçam, acompanhem. Queremos ser um grupo de apoio a jovens homossexuais que tenham dificuldade na sua relação com os pais. Queremos constituir um grupo de acção cívica ao lado dos nossos filhos e de todas as organizações que defendem os seus direitos.


Como pensamos fazê-lo:

Procuraremos locais e momentos de encontro periódico, à medida da dimensão e situações que forem surgindo. Destes contactos se seguirão outras formas de acção dependendo das ideias que nascerem no interior do próprio grupo. Procuraremos marcar de alguma forma presença em todas as formas de encontro que digam respeito a esta causa.


Contacte-nos através de: amplos.bo@gmail.com

domingo, 9 de agosto de 2009

"Façam o favor de ser felizes."

Foi com enorme tristeza que ontem recebi a noticia que o Grande Coração de Raúl Solnado deixou de bater. Escrevo Coração com um C maiúsculo porque Raúl Solnado era grande de Coração como Ser Humano que ele foi.
É nestas alturas que verificamos o quão a nossa vida é efêmera e que não devíamos de preocupar com mesquinhez e hipocrisia de terceiros.
Mas efêmera não é de certo o legado deste pequeno Grande Homem que nos deixa algum tão precioso como a sua obra, a sua solidariedade, a sua boa disposição e o seu sorriso.


Bem hajas Raúl Solnado e obrigada por me fazeres sorrir.


(Amigo Pinguim, lembro-me sim da música que mencionas-te. Uma letra que continua a ser tão actual como na altura em que ela foi escrita.)


Raúl Solnado - "Português, ó malmequer"






Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado

Malmequer é branco branco
Que outra cor querem que escolha
Se te querem ver bonito
Por que te arrancam as folhas?

Por muito humilde que sejas
Malmequer ó meu amigo
Lá vem o dia da espiga
Que tens honras de trigo

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado

Malmequer tens pouca flor
Mesmo assim és um valente
Antes ser dez réis de flor
Do que ser dez réis de gente

És uma flor do povo
Vem do povo a tua força
Estás bem agarrado à terra
Não há vento que te torça

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado

Malmequer ou bem-me-quer
És a flor mais desprezada
Uns com muito, outros com pouco
E a maioria sem nada

És branco da cor da paz
Mas seja lá por que for
Há para aí uns malmequeres
Que andam a mudar de cor

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado

Regam-te a seiva com esperança
Mesmo assim não és feliz
Há muitas ervas daninhas
Que te atacam a raíz

Malmequer se fores regado
Num dia de muito Sol
Cresce, cresce, cresce, cresce
Para seres um girassol

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado