segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Happy New Year

Um Excelente ano de 2009 e que vos traga em dobro tudo o que desejam.
É o que deseja aqui a minha pessoa :-)

Beijocas sorridentes


domingo, 28 de dezembro de 2008

O Fim de Ano????

Well… tudo indica que a passagem de ano irá ser aqui e em muita boa companhia. ;-)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O que eu desejo para 2009?


O que eu adoraria que o ano de 2009 e seguintes fossem?
Um JARDIM imenso de FLORES coloridas onde o seu perfume invadisse as narinas do SER HUMANO e aí permanecessem.
Eu sei que é uma metáfora, e que é impossível… mas não seria maravilhoso se fosse?




The Flower Duet (Viens, Mallika, les liens en fleurs... Sous le dôme épais) – Lakmé de Léo Delibes

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um Feliz Natal

A todas e todos que visitam ou venham a visitar este meu Horizonte desejo um Feliz Natal; e a melhor prenda que posso desejar é saúde, amor, paz e harmonia ou seja, o essencial para sermos felizes junto de quem mais amamos.


Beijocas Natalicias para vcs




domingo, 21 de dezembro de 2008

E por falar no Pai Natal



Ontem à noite ao navegar pelos canais da nossa querida televisão, parei na TVI. Estava a dar o “Caia Quem Caia” e achei curiosa uma pergunta que a Joana Cruz estava a fazer a quem andava às compras. Era mais ou menos assim a pergunta: Em quem acreditavam? No Pai Natal ou no Sócrates?
Bem, 100% das respostas foram que acreditavam no Pai Natal. Quem diria!!! A julgar pelas sondagens que andam por aí pensava que seria o contrário. Ai que mazinha que sou!!!


Pois é PAI NATAL voltamos a acreditar em si… sim… acreditar nos sonhos… deixem-me pelo menos SONHAR, porque estes políticos esvaziaram os nossos sonhos.

Foto: Retirada da net (Desconheço o autor)


sábado, 20 de dezembro de 2008

Do you remember?

Quem se lembra dos sapos a saltar e a cantar "We all stand together" num grande êxito de 1984?

Paul McCartney - We All Stand Together




Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together

Play the game, fight the fight
But whats the point on a beautiful night?
Arm in arm, hand in hand
We all stand together

La la la la
Keeping us warm in the night

La la la la
Walk in the night
Youll get it right

Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in

Side by side, hand in hand
We all stand together

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Do you remember?

Frankie Goes To Hollywood – The Power Of Love

Esta música leva-nos à memória de Natais passados. Espero que gostem.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Frases


As carícias são tão indispensáveis à vida dos sentimentos como as folhas às árvores. Sem elas, o amor morre pela raiz.


Caresses, expressions of one sort or another, are necessary to the life of the affections as leaves are to the life of a tree. If they are wholly restrained, love will die at the roots.


Nathaniel Hawthorne

Foto: Retirada da net (desconheço o autor)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Movimento Perpétuo Associativo - Deolinda


O que eu gosto desta música. ;-)



Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

Agora não, que é hora de almoço...
Agora não, que é hora de jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!

Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!

Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...

E agora vou e só volto amanhã… que tenho mais que fazer!! :-))))

Os Contemporâneos

Salvem os ricos.
Está genial :-)))))

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desafio Musical

Aqui vai a resposta ao desafio da Fiel Jardineira que agradeço. ;-)

O desafio consiste no seguinte:

1 - Colocar uma foto individual nossa:


É minha sim, só não dizia de quando né?!!? :-))))))

2 - Escolher uma Banda/Artista: Amália Rodrigues

3 - Responder às questões somente com títulos da Banda/Artista escolhido:

a) És homem ou mulher? Maria Lisboa
b) Descreve-te: Cantiga de Amigo
c) O que as pessoas acham de ti? Sabe-se lá
d) Como descreves o teu último relacionamento: Acho Inúteis as Palavras
e) Descreve o estado actual da tua relação: És Tudo para Mim
f) Onde querias estar agora? Na Esquina de Ver o Mar
g) O que pensas a respeito do amor? Primavera
h) Como é a tua vida? Alegre eu ando
i) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Sempre e Sempre Amor
j) Escreve uma frase sábia: "O Amor é o Sol que faz desabrochar as flores da Alma."

Ora como vou atrasada em responder e a maior parte dos blogues que visito já responderam ou estão para responder a este desafio, desta vez fica só aqui o desafio a quem passar por aqui e queira responder. ;-)


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Cadeira



Lembro-me tão bem quando me vieram buscar. Ainda tinha o aroma fresco da madeira e do verniz e o veludo suave ao toque de cada mão.
Colocaram-me perto da janela mas não muito distante da lareira. E a partir daquele dia tornei-me parte da família. Todas as noites ele sentava-se e fumava o seu cachimbo. A sua mulher ficava junto à lareira onde por vezes declarava poemas quando não ouviam rádio. E ele olhava-a com muita ternura e o seu sorriso iluminava a sala cada vez que ela falava. E balançando escutava a voz suave e doce da sua mulher.
A casa cresceu, vieram as crianças, os choros, as noites sem dormir, as brincadeiras e os risos, mas com a felicidade de ver as crianças a crescer e a viver num ambiente de paz e amor.
Como elas adoravam-me e brigavam pela minha atenção. Todas queriam o meu balanço e nunca se cansavam. E sentavam-se ao colo do pai que contava histórias de encantar.
Os anos passaram, as crianças cresceram e deixaram de me dar importância. Agora, as suas atenções concentravam-se nos namoros e nas amizades.
Vive lágrimas de tristeza quando o filho faleceu na guerra.
Vive lágrimas de alegria quando a sua única filha casou.
E o meu amigo, esse, continuava a sentar-se todas as noites e a fumar o seu cachimbo. E balançando escutava a voz suave e doce da sua mulher.
Os anos passaram e as crianças regressaram àquela casa. O meu amigo e a sua mulher eram avós. Mas que alegria entrou naquela casa. E como amavam e mimavam aquelas crianças.
E mais uma vez, as crianças disputavam a minha atenção. E eu balançava e balançava… como eu era feliz e adorava cada momento!
Mas uma noite tudo mudou. O meu amigo nunca mais iria sentar-se e fumar o seu cachimbo. Apenas ficou o silêncio. E com o passar do tempo fui esquecida e abandonada numa cave, num canto escuro e húmido.
Os anos passaram, quantos não sei, mas um dia alguém reparou em mim. Como estava velha, suja e rangia ao mais pequeno toque. Duas pessoas pegaram em mim e levaram-me para cima. Fazia tanto tempo que não via a luz do dia. Tive receio. Quem seriam aquelas pessoas? Não me lembro! Onde está a mulher do meu amigo? Passou assim tanto tempo? Levaram-me a um restaurador. Limparam, envernizaram e colocaram um veludo novo, e fiquei como nova. Sentia-me tão vaidosa!
Foram-me buscar quando fiquei pronta. Para onde me levariam? Estava ansiosa. Parecia uma adolescente quando sai a primeira vez com o namorado.
Entrei em casa, sim, naquela que sempre chamei-a de minha e colocaram-me perto da janela mas não muito distante da lareira. E a minha nova amiga tocou-me ao de leve e fez-me balançar, sorriu e com os olhos cheios de ternura virou-se para a sua companheira e disse: “Vês amor, não te disse que era linda?”
Inesperadamente aquele sorriso e a sua voz me suscitaram lembranças. Sim, lembranças do sorriso do meu amigo e da voz suave e doce da sua mulher. E a partir daquele momento senti que estava de novo em casa fazendo parte daquela família.


Texto: Smile – Com um português mais ou menos razoável ;-)
Foto: Retirada da Net

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dança do Varão :-)

Como adoro animais e achei o vídeo engraçadíssimo não podia de deixar de partilhar convosco. Espero que gostem ;-)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Do you remember?


ABC - The look of love




ABC - The Look Of Love
Enviado por ABC

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Frases



“Quando duas mãos se encontram (de quaisquer etnia que sejam), as sombras que se projectam no chão são de mesma cor."

Tony Tornado

Foto: Desconheço o autor (tirada da net)


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desafio

A Dantins e a Estrelaminha passaram-me um desafio que achei super engraçado. Mais parece, diz-me o que lês e direi quem és! ;-)

A ideia consta do seguinte:

1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5.ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
6. Passar a 5 pessoas.

Bem, e o livro foi: “O Terramoto de Lisboa e a Invenção do Mundo”, de Luís Rosa.
A 5ª frase da página 161 é:

“Tudo era denso naqueles dias nefastos, quando não se sabe se se pensa com lucidez ou se a lucidez é a forma desvairada de pensamento.”


Hummm… muito profundo :-)

Agora vou passar o desafio a:

Imagine Me And You… Forever


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Este Blog é Mágico... e o vosso também :-)

A menina Orquídea atribui-me o prémio “ESTE BLOG É MÁGICO”, ao qual agradeço e retribuo. Sinto-me enaltecida com tal distinção. :-)

Ora, o prémio “ESTE BLOG É MÁGICO” não tem regras nem restrições, atribui-se e pronto.
Magia!


De uma maneira ou de outra todos têm sido mágicos para mim. Desde o primeiro que tive e tenho o prazer de conhecer Imagine Me And You… Forever até ao recentemente Estrelaminha. Continuarei a ser uma presença assídua de todos os Horizontes da minha lista.
Alguns deles já lhes foram atribuídos tal prémio o qual só posso concordar; mas desta vez irei premiar só um, pela magia que ele contém … os seus poemas…


O Profeta

… que penso, na minha modesta opinião, é bem merecido.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dinheiro Negócios versus Planeta Terra

É um comercial brasileiro sobre o nosso planeta. Está bem feito e dá para pensar.
Será que o dinheiro é assim tão importante que possa estar em primeiro lugar que o nosso planeta?
Será mesmo que o dinheiro faz mover o nosso planeta?


sábado, 29 de novembro de 2008

Mulher






Fotos: Desconheço o autor


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Prémios Dardos

Fui distinguida pela Estrelaminha pelo Prémio Dardo, o qual agradeço e retribuo tal amabilidade.


Os Prémios Dardos destinam-se a distinguir os blogues que contribuem de forma significativa para o enriquecimento da cultura virtual, através da veiculação de valores culturais, éticos, literários, pessoais… premiando os blogueiros que demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo e através das formas de comunicação que utilizam para o expressar. Estes selos, foram criados com a intenção de promover o salutar convívio entre os bloggers e como forma de demonstrar carinho e, reconhecimento por um trabalho, que agregue valor à Web.”Quem recebe o “Prémio Dardos” (e o aceita) deve: Exibir a respectiva marca / imagem; Linkar o blog através do qual recebeu o prémio; Escolher quinze (15) outros blogs aos quais atribuirá o “Prémio Dardos”.

Muitos dos blogs que tenho acompanhado já foram atingidos pelo Dardo, mas mesmo assim não podia deixar de premia-los de novo e distingui-los com tal prémio.

E os Prémios Dardos vão para:


Chrysaliis
Estrelaminha
Fiel Jardineira
Imagine Me And You… Forever
Mar da Lua
Na Rua Contigo
Nascidos do Mar
O Efeito Placebo
O Melhor dos Dois Mundos
O meu espaço também é teu…
O Profeta

Os meus ensaios

Some Poppie Seeds
Sonhos vencidos… ou não!!!!
ViagemLes



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres



Li aqui, que “As vítimas de violência doméstica não param de aumentar. Em 2008, já morreram 43 mulheres em Portugal. Os números foram divulgados pelo Observatório de Mulheres Assassinadas, criado em 2004 pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). Outro dado de relevo é o facto de a violência se registar cada vez mais em jovens.
Mais de 40% da violência doméstica regista-se numa faixa etária entre os 24 e os 35 anos. Ao longo deste ano, já morreram 43 mulheres, a grande maioria, mais de 50%, às mãos do marido, companheiro ou namorado.”



Manifesto o meu repúdio a qualquer tipo de violência contra as mulheres. E não só contra as mulheres, mas também contra os idosos e as crianças; violência contra qualquer ser humano indefeso perante inconcebível violência.


BASTA!!!


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mulher



As mulheres quando amam dão ao seu amor algo que é divino.
Semelhante amor é como o sol que anima a natureza.

Plutarco


Foto: Autor - José Gama (Simplesmente Mulher)


domingo, 23 de novembro de 2008

Do you remember?


Belinda Carlisle - Heaven is a Place



When the night falls down
I wait for you
And you come around
And the worlds alive
With the sound of kids
On the street outside

When you walk into the room
You pull me close and we start to move
And were spinning with the stars above
And you lift me up in a wave of love...

Ooh, baby, do you know what thats worth ?
Ooh heaven is a place on earth
They say in heaven love comes first
Well make heaven a place on earth
Ooh heaven is a place on earth

When I feel alone
I reach for you
And you bring me home
When I'm lost at sea
I hear your voice
And it carries me

In this world were just beginning
To understand the miracle of living
Baby I was afraid before
But I'm not afraid anymore

Ooh, baby, do you know what thats worth ?
Ooh heaven is a place on earth
They say in heaven love comes first
Well make heaven a place on earth
Ooh heaven is a place on earth

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Cartoon


Ensaio sobre a cegueira.
:-)

Vamos cantar???? :-)


Os meus computadores
Em nada são iguais
E até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
Até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
Os meus computadores
Em nada são iguais

Abro o Excel e aparece
O Orçamento, que ternura
Tão leve que até parece
Fruto da minha loucura

Mas o Word ciumento
Quer brilhar na sua vez
Neste texto que é bem técnico
Ele corrige o inglês

Os meus computadores
Em nada são iguais
E até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
Até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
Os meus computadores
Em nada são iguais

E minha mão sobre o rato
Sem saber o que fazer
Imprimo outro diploma
Pr'aumentar ao meu saber

Que o Magalhães não encrave
Eu já pedi tanta vez
Pois enquanto ele trabalha
Faz feliz um português

Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pensamento


"Everyone eats and drinks, but very few know how to distinguish flavours!"

"Todos comem e bebem; mas quão poucos sabem distinguir os sabores!"

Confúcio

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dá para acreditar?!?!?!?!

Quando li a notícia aqui não queria acreditar... usarem crianças como mera propaganda “magalhista”?!?!?!?!

No dia 12 de Novembro, José Sócrates distribuiu mais Magalhães em Ponte de Lima. E dá para imaginar a alegria das crianças, não é? Mas depois da comunicação social ter registado o momento e os governantes se terem ido embora, os alunos tiveram que devolver os computadores que tinham recebido. Tiveram que devolver porque era apenas uma "experiência" e faltava cumprir as formalidades. Uma “experiência”?!??!?!! Com crianças?!?!?!
A entrega foi uma “experiência”, segundo o presidente da Câmara de Ponte de Lima, para os jovens "se familiarizarem com os computadores" e que os alunos estavam devidamente avisados que não iriam ficar com eles para já.

Pelos vistos, os Magalhães estão nas instalações das escolas à espera das necessárias formalidades e do pagamento para serem entregues.

Claro que no gabinete do primeiro-ministro afirmaram que desconheciam por completo a situação (Pois!!! Coitados… nada sabiam!!!), que não tiveram qualquer papel na organização da cerimónia, cabendo a mesma ao Ministério da Educação.

Depois, a directora Regional de Educação do Norte garantiu que o facto dos computadores terem ficado na escola se deveu "única e exclusivamente à metodologia adoptada" pelos docentes de Freixo.

Pronto… já acharam os culpados… os docentes!!! Para variar!!!! Tinha que ser!!!

Como também diz a notícia, "Os professores optaram por trabalhar mais intensivamente a socialização dos alunos com os computadores e, por isso, decidiram que nesta fase inicial aquela ferramenta ficaria na escola. Tão simples como isto", garantiu Margarida Moreira, salientando ainda que os alunos da Escola de Refóios já estão a levar os seus computadores para casa.

É imperdoável o que fizeram às crianças… com as crianças não se fazem “experiências”… é vergonhoso a atitude destes políticos que temos neste país … a usarem crianças como mera propaganda... vale tudo só para ficarem na fotografia. Cada vez me sinto mais indignada!

domingo, 16 de novembro de 2008

Do you remember?


Hoje dou início a um novo tema com músicas de um passado não tão distante.
Existem músicas que nos fazem despertar os sentidos como se fossem um perfume e nos fazem recordar algum, momentos bons, outros menos bons, mas ambos os momentos fazendo parte da nossa vida.
Uma vez alguém me disse que a lembrança é uma forma de encontro. Encontro com os outros e com nós mesmos.
E como o grande Fernando Pessoa já dizia: “Valeu a pena? Tudo vale a pena, Se a alma não é pequena.”

OMD - SOUVENIR


It's my direction
It's my proposal
It's so hard
It's leading me astray

My obsession
It's my creation
You'll understand
It's not important now

All I need is
Co-ordination
I can't imagine
My destination
My intention
Ask my opinion
But no excuse
My feelings still remain
My feelings still remain

sábado, 15 de novembro de 2008

Meu Centro Comercial

O meu Centro Comercial,
Tem passeio de calçada portuguesa,
Sinto a brisa fria no meu rosto,
Escuto vozes de diversas nacionalidades,


No meu Centro Comercial
Caminho pela Praça da Figueira,
Observo os skater’s a partilhar o espaço com os pombos
E de loja em loja desço a Rua dos Fanqueiros


No meu Centro Comercial
Olho o rio à distância de um minuto
Passo pela Arco e subo a Rua Augusta
Observo pinturas, pintores, acrobacias
Escuto música e risos


No meu Centro Comercial
Entro no coração de Lisboa
Passo a passo, passo pelo Rossio
Subo a Rua do Carmo e entro nos Armazéns do Chiado
E caminho pela Rua Garret
Cheia de vida e de cor.


E isto tudo
Com o aroma da castanha assada em cada esquina.


Um bom fim-de-semana cheio de vida e de cor… e já agora … vai uma castanhinha assada? :-)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

That's magic

Uma semana mágica para vocês.







domingo, 9 de novembro de 2008

Mãe



Minha mãe faria hoje 76 anos se estivesse entre nós fisicamente. Para mim este dia será sempre o dia do seu aniversário, porque embora não esteja presente fisicamente está e estará sempre dentro do meu coração e na minha memória.
Deixo aqui a minha singela homenagem com um poema e um cantor que ela tanto gostava.







Mãe, aos teus filhos que tanto amas,
Deste-lhe a vida, o próprio coração.
Se existe Céu, e eu julgo que sim,
Todas as mães do mundo p’ra lá vão.

Foi tanta a saudade que sentimos
Quando de cá partiste para o além,
Que ainda hoje e sempre recordamos
A grande falta que nos fizeste, ó Mãe.

Luís Coelho Albernaz





sábado, 8 de novembro de 2008

Lisboa antiga


Lisboa - Aeroporto - Anos 50
Curioso ver o pastor e as ovelhas
mas onde estão os aviões? :-)



Lisboa e os transportes públicos
Já naquela altura existia horas de ponta ... :-)


1907 ( ? )

1926


1949

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Duffy - Warwick Avenue

Duffy - Warwick Avenue


When I get to Warwick Avenue
Meet me by the entrance of the tube
We can talk things over a little time
Promise me you wont step out of line

When I get to Warwick Avenue
Please drop the past and be true
Don't think we're okay
Just because I'm here
You hurt me bad but I won't shed a tear

I'm leaving you for the last time baby
You think you're loving
But you don't love me
I've been confused
Outta my mind lately
You think you're loving
But I want to be free
Baby you’ve hurt me

When I get to Warwick Avenue
We'll spend an hour but no more than two
Our only chance to speak once more
I showed you the answers, now here's the door

When I get to Warwick Avenue
I'll tell you baby that we're through

'Cause I'm leaving you for the last time baby
You think you're loving
But you don't love me
I've been confused
And outta my mind lately
You think you're loving
But you don't love me
I want to be free
Baby you've hurt me

All the days spent together
I wish for better
But I didn't want the train to come
Now it's departed, I'm broken hearted
Seems like we never started
All those days spent together
When I wished for better
And I didn't want the train to come
No, no

You think you're loving
But you don't love me
I want to be free
Baby you've hurt me
You don't love me
I want to be free Baby you've hurt me

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama

"Yes, we can!"
I Hope so!


Barack Obama

President-Elect of the United States of America



terça-feira, 4 de novembro de 2008

Exteriorização V


Li no jornal Global de hoje que a França admite reforma aos 70 anos (uma emenda que permite aos assalariados trabalhar até aos 70 anos), em vez do limite actual dos 65.
Por este andar havemos de continuar a descontar para Segurança Social ou algum do género mesmo quando estiverem a rezar-nos a missa do 7º dia!!!!!!!!!

domingo, 2 de novembro de 2008

Erotismo de luz e sombras II


Erotismo de luz e sombras II





Fotos: Desconheço o autor

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Elis Regina - Fascinação


Elis Regina - Fascinação

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lisboa



Lisboa é uma das dez cidades obrigatórias a visitar em 2009. A sugestão é dos guias Lonely Planet, uma referência na área, que descreve a capital portuguesa como "a sedutora sereia ibérica" que ficou "melhor com a idade".

Que lindo: "a sedutora sereia ibérica" que ficou "melhor com a idade". Só posso concordar em absoluto. :-)

Mas também diz que: "A entrar em 2009, a cidade amadureceu numa tentação cultural, sofisticada - embora ainda um pouco suja", escreve a Lonely Planet. Suja!!! Pois... tinha que ser!!! Não depende só do Município, depende também de cada um de nós melhorar essa imagem que a cidade transmite. A cidade ou nós?!?!?! Porque às vezes vejo com cada coisa!!!


Fonte: Metro - 29/10/2008 (O que está em itálico)



Lisboa, minha menina,
Minha saudade pungente,
Nasceste numa colina,
Aquece-te o Sol nascente.

Quando Lisboa me foge,
Sinto minh’alma a tremer,
Invade-me a ansiedade
Com medo de a perder.

A olhar-te lá dos altos
Das muralhas do Castelo,
Sinto minh’alma aos saltos,
Ao ver quadro tão belo.

Ao afastar-me de ti,
Lisboa, sinto emoção.
Por julgar que te perdi,
Faz tremer meu coração.

Sonho contigo, Lisboa,
Quando m’afasto de ti,
Se demoro mais um pouco,
Já julgo que te perdi.

Quando de ti me separo,
Põe-se minh’alma a chorar
Lisboa, sinto arrepios
Com medo de não voltar.

Lisboa, teus alfacinhas
Sentem por ti tal carinho
Que nada mais lh’interessa
Quando os tiram do seu ninho

Elegante e donairosa,
Lisboa tem o condão
De ser bela como a rosa,
Quando está em botão.

Navegar nas tuas ruas,
Correr por cima das águas,
Namora à luz da Lua
É conter as minhas mágoas.

Vivo sozinho em Lisboa,
Prefiro viver assim,
Porque aquela gente boa
Tem um sorriso p’ra mim.

Poema: Luís Coelho Albernaz



Fotos: Smile


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Curiosidades Históricas


ÁGUA VAI!

"Água vai!" - era este o grito que aconselhava procurar abrigo .... e rápido!
O grito de "água vai!" servia de aviso a todos quantos passavam por baixo de uma janela. Grito dado, eram lançadas as águas sujas da casa...
A falta de higiene deste costume secular deu origem a inúmeras queixas e muita legislação para o disciplinar e, por fim, banir.
Um dos diplomas administrativos mais interessantes é o Edital de 1 de Abril de 1818, da Câmara Municipal de Lisboa, proibindo que se lancem os despejos e lixos para a rua, reforçando anteriores editais de 27 de Maio e 27 de Junho de 1803. Atente-se na tipificação das infracções e respectivas multas:

1 – Lançar das janelas corpos sólidos de dia ou de noite 12$000
2 – Ditos de dentro das portas 6$000
3 – Imundícies ascorosas de dia 10$000
4 – De noite a qualquer hora, ainda com vozes de anúncio 5$000
5 – Águas imundas de dia 8$000
6 – De noite a qualquer hora, ainda com vozes de anúncio 4$000
7 – Lixos das casas, ou restos de fruta ou hortaliças de dia 4$000
8 – De noite sobre os passeios, ainda com anúncio 2$000
9 – Água limpa das janelas ou de dentro das portas de dia,
e sobre os passeios 2$000
10 – De noite, posto que com vozes de anúncio 5$000

N.B. Fica livre aos moradores, que não tiverem despejos próprios, o descer à rua, depois das dez horas, e vazar as imundicies, lixos, e restos de hortaliças e fruta fora dos passeios, para serem extraídas pelos carros de limpeza."


Tirado ao livro "Frases que fizeram a História de Portugal", de Ferreira Fernandes e João Ferreira

domingo, 26 de outubro de 2008

Dancing salsa

So you think you can dance??

Vai lá vai!!! A mulher tem uma ginástica!
Dá gosto ver dançar assim, lá isso dá!

Sugestão

Amigas e amigos… encontrei este site por acaso e adorei a ideia!
Para quem não conhece aqui vai a partilha.

Chocotelegram

Uma boa ideia para surpreender a sua amada ou amado, seus familiares e amigos.

Até pode personalizar a sua mensagem.
Que tal???
Quem é que não ficaria encantada/o em receber algum assim???
Fica a sugestão.



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Exteriorização IV



Li aqui que “O BCP, o BES, o BPI, e agora também o Santander e a Caixa Geral de Depósitos, admitem recorrer às garantias de 20 mil milhões de euros do Estado à Banca anunciadas pelo Governo a 12 de Outubro, e que ficaram disponíveis esta semana.”

Coitados …. Estão com pouco dinheiro!!!! Tem imensas contas para pagar! Almoçaradas e jantaradas, viaturas, gasolinas, oficinas, ajudas disto e ajudas daquilo…

Também tenho as minhas despesas… Renda, seguros, luz, água, gás, telefone, passe social, géneros alimentícios, despesas médicas… a receita cada vez menor e a despesa sempre a subir! Será que não há por aí uns euritos para mim?

Cada vez gosto mais disto!!!


José (Zeca) Afonso - Os Vampiros


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mensagem


Acabadinho de chegar ao meu e-mail.
É grande, mas vale a pena gastar um bocadinho do nosso tempo… não se vai arrepender de o ler.


Sr. Engº José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do "Magalhães". Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto "Magalhães":

No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.

No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o "Magalhães" é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o "Magalhães".

No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros "Magalhães" na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.

No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um "Magalhães" debaixo do braço.

Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do "Magalhães". Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder. Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.

Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o "Magalhães"? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.

Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor,então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.

Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é "obstinado", como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...

.. Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de Castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:
"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)"

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas nol eito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?

Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar? Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por "alegado teor pornográfico" e o de Inês de Castro igualmente, por "incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade".

Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do "lápix" azul?

E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?

Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder coma sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?

E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresentauma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas "os meus sentidos pêsames".

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, éque eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.

Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir "senhor engenheiro para cá", "senhor engenheiro para lá". É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas. Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.

"A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? "


Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,

Uma mãe preocupada