segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um pouco de mim.... tão pouco :-)





Mais vale tarde, que nunca! :P :-D

A minha amiga Hagia e Paninho desafiaram-me para dar a conhecer um pouco de mim em 5 revelações. Ora aqui vai. ;-)

a) Eu já... dormi ao relento no Brasil por ter-mos perdido o ultimo barco para a Ilha do Mel. :P

b) Eu nunca... guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.


Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,

Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
(Alberto Caeiro)


c) Eu sei... que tenho muito para aprender.

d) Eu quero... ir muito a Viena de Áustria, Salzburgo, São Petersburgo, Roma, Atenas, enfim... gosto de “respirar” história.

e) Eu sonho... em adoptar uma criança, um dia... espero... que deixe de ser um sonho.


Agora o desafio fica para quem passe e queira aceitar, por um(a) outro(a) “guardador de rebanhos”. :-)


7 comentários:

a disse...

Há sempre sonhos que nos acompanham ano após ano porque sem sonhos a vida não tem graça.

Bj

tulipa disse...

Espero que o teu último sonho se realize.
Gostei de " nunca ter guardado rebanhos"
um abraço
tulipa

Smile disse...

A
E... “sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança” :-)
O que somos sem o sonho, né? :-)
Beijoquitas

Tulipa
Nada é impossivel, porque tudo é possivel.. quem sabe né? :-)
Obrigada por gostares do “Eu nunca.... guardei rebanhos”
Abracito

Dantins disse...

Espero que os teus sonhos se tornem realidade :)

Um beijo grande

Hagia disse...

Sempre a surpreender pela positiva e pela poesia :)

Um bom ano, cheio de sonhos mas essencialmente, cheio de concretizações.

Bjtus

artemis disse...

Lindo Smile.
Simplesmente lindo.
Surpreendente.

Smile disse...

Dantins
Muito obrigada.
Um dia ... quem sabe ;-) :-)
Beijo grande

Hagia
Que bom que gostas-te. Obrigada pelas tuas palavras. D
Um bom ano com tudo de bom pra ti também
Beijoquitas

Artemis
Muito obrigada por gostares e pelas tuas palavras :-D
Beijoquitas